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riscos_e_rabiscos

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Pronta A Demolhar...

 

Entre ontem e hoje, andei a resolver assuntos pessoais a modos que pró urgente e pró pendente. Comecei em grande com o centro de saúde. Liguei para a minha médica a explicar a minha situação e a perguntar se me podia atender. Autorização concedida e lá marchei, à hora de almoço, até lá.

 

A médica tinha o consultório à pinha. Sentei-me na sala de espera, aguardando ansiosamente a minha vez. Passou uma hora. E mais meia. Resolvi ir espionar o que se passava à porta do consultório. Só para "checkar" se estava tudo bem, se a médica não precisava de nenhuma "ajudinha" (cof! cof!), ou se algum chico esperto não se tinha infiltrado no meio da lista para obrigar os outros a esperar mais um bocadinho! Adiante.

 

Por pouca sorte, a médica estava à porta e, assim que me viu, chamou-me para me dizer que não me podia atender naquela altura mas para eu voltar lá às cinco horas. Pronto, lá marchei de regresso a casa resignada. Às cinco horas já lá estava de novo. Primeirinha da fila! Knock! Knock! Silêncio no consultório... Agucei o ouvido e percebi que ela ainda não tinha chegado. Comecei a deambular pelos corredores à espera. Resumindo: a médica regressou às seis e um quarto e fui a primeira a ser atendida.

Tempo de seca:duas horas e trinta minutos.

 

Hoje foi a vez da Segurança Social, mais conhecida pelo maior pesadelo de todos os tempos em Portugal. Literalmente. Às nove da manhã já lá estava e a minha senha era a 79. Quando olhei para o LCD - sim porque o dinheiro dos contribuintes já chega para LCDs a dizer em que senha vai. Qual quadro electrónico, qual quê! - estava para aí no 8. Resolvi ir passear, fazer uma viagem de reconhecimento à minha cidade (verdade!) e tomar o pequeno-almoço.

 

Voltei uma hora depois. Sabem quantos números tinham passado? Doze! Senti-me um desenho animado daqueles que lhe saiem os olhos fora das órbitas. Bom, lá sentei o rabiosque para descansar um bocadinho e contribuir para a "quadradeza" do referido. Entrei num estado de dormência, digamos assim, enquanto via os números passar caracolmente. Subitamente, olhei para o relógio para confirmar se o que o meu estômago me estava a transmitir, era verdade.

 

Resolvi ir almoçar para ganhar mais ânimo e coragem para enfrentar mais uma longa espera. De volta à seca, que é como quem diz à SS (até as siglas arrepiam porque fazem lembrar coisas más), olho para o LCD e vejo que só atenderam dez pessoas em duas, sim, duas horas! Ó valha-me Deus, é agora que vou cortar os pulsos a ver se me atendem mais rapidamente!

Fui dar mais um giro pela cidade a ver onde poderia gastar dinheiro que não gastei e beber um café. Depois de uma hora, regresso e, cansada e resignada, volto a quadrificar o meu backside no banco azul da SS.

 

Finalmente chega a minha vez. Sou mais rápida que uma seta a chegar ao guiché. Deposito os documentos em cima da mesa e digo ao que vou. Mal disposta, a senhora que me atende diz que tenho de preencher um impresso e ainda me manda à cara que já terminou a hora de trabalho dela. Que culpa tenho eu disso?!? Dessem ao dedo como deve de ser, não fossem caracóis e caracoletas! Fóking! Bom, só não respondi à letra porque estava anestesiada da espera e ansiosa por evaporar dali para fora.

 

Depois de começar a preencher o meu impresso, a tal senhora mal disposta abriu os olhos e viu que afinal não era preciso nada porque o assunto estava resolvido. Ou seja, fui lá em vão resolver o meu assunto que, por falta de coordenação e informação das finanças, já estava resolvido antes de o estar... Entenderam? Pois, eu também não!!!

Tempo de espera: SEIS horas de seca... :///

 

Em suma, tenho uma dor de pernas descomunal por tanto passeio à força que dei hoje e sinto-me como um bacalhau seco, seco de tantas horas de espera nestes dois dias. Ai que esta peixa esta mesmo a precisar de ser demolhada... Vou ali e já venho!